Pra você, minha mulher, minha vida

Todo dia eu acordo, respiro, abro os olhos com preguiça e me vem o primeiro pensamento. Há quase dois meses que o pensamento tem sido o mesmo. Um pensamento que me anima, que me faz feliz, que é como eu li no Twitter esses dias atrás, “que só de pensar esquenta o coração”.

E é, o pensamento é você mesma. Minha tão querida e fofa mulher!

Eu tive uma das melhores noites da minha vida ontem. Fiz um show todo troncho com minha banda, mas empolgante, ao menos pra mim. Depois, tive em você a melhor das companhias. E, diferente de noites anteriores, não se restringiu a um horário meio tarde, sono e ir embora às 5 da manhã. Não! Fizemos uma das coisas que eu mais gosto: conversamos! E muito! Como sempre, ok, mas a noite passada foi fantástica!

Sinto-me tão mais próximo de você nesses momentos. Quando conhecemos medos, angústias, sofrimentos, tristezas um do outro. Assim como também as maiores vitórias, as maiores conquistas, os sucessos inigualáveis. Dias como ontem eu me lembro de alguns, como o dia que nos conhecemos, o dia no aeroporto, o dia que eu te disse “eu te amo”, entre vários outros. E é como eu sempre te disse, não quero você só pela farra ou pela felicidade. Eu quero estar com você em todos os momentos, até nos mais difíceis, quando você estiver mais frágil.

E eu também. Gostaria muito que você estivesse comigo quando a dor me abater. Porque dor é algo que eu sinto sempre, e eu tenho a péssima tendência de esconder isso do mundo.

Mas não de você.

Desde o princípio, eu confio plenamente em você. Sinto-me como Frodo, entregando o Um Anel livremente a você, Galadriel. Se quisesses, tomaria tal poder e acabaria comigo em dois segundos. Mas, como disse, eu confio em você. E aí me lembro de Joseph Adama, personagem-protagonista de Battlestar Galactica, respondendo a um subordinado sobre como saber se é possível confiar em alguém. Ele diz: “Você não sabe. É isso que significa confiança.”

E eu confio em você.

Confio a ponto de dizer que eu não sou tão criativo e poético como você sempre me diz. Você mesma constatou hoje que várias coisas que eu lhe digo eu já disse para outras mulheres antes. E eu não tenho como lhe provar que é diferente a tal ponto que você consiga acreditar sem dúvidas. Pretendo lhe mostrar isso no dia-a-dia. A única coisa que posso lhe dizer é que, com você, eu senti algo que eu nunca senti antes com mulher nenhuma, não de instantâneo como eu sempre lhe disse que foi.

Com você, eu tenho certeza.

E é com essa certeza, que só se torna mais forte a cada dia, a cada segundo, a cada oi (mas nunca tchau, graças a Deus), que eu lhe digo mais forte do que nunca, da maneira como sempre quis falar desde o princípio:

EU TE AMO!

Music guides my life

Algumas pessoas, apressadas, contam o tempo em minutos e segundos. Outras, rotineiras, em dias e semanas. Algumas, sonhadoras, em meses e anos. E eu conto em músicas.

Já me peguei fazendo isso várias vezes. Para ir da casa da Mari até a minha levei 3 músicas e meia do Flowers In The Dirt do Paul McCartney. O que quer dizer que eu ouvi My Brave Face, Rough Ride, You Want Her Too e estava tocando Distractions quando cheguei. O que quer dizer mais ou menos uns 13 minutos de viagem.

Da casa da Gi já levava mais tempo. Indo com calma, levavam as 5 primeiras músicas do Whatever And Ever Amen, do Ben Folds Five. Ou seja, One Angry Dwarf And Two Hundred Solemn Faces, Fair (o melô da galinha), Brick, Song For The Dumped e eu geralmente chegava em casa tocando uma das músicas mais lindas que eu já ouvi na vida, Selfless Cold and Composed, o que me fazia guardar o carro com essa trilha sonora e ficar parado uns dois minutos a mais ali só pra esperar a música terminar. No final das contas, isso dá aí uns 22 a 25 minutos.

Levei exatamente 4 minutos e 11 segundos de uma noite maravilhosa para saber qual a música que eu gostaria de tocar sempre para uma mulher em específico, que é exatamente a duração de ‘Til Kingdom Come, do Coldplay.

E, entre várias outras contagens, sempre há uma música no meio. No ouvido, na cabeça, não importa. Sempre algo que me toca também toca junto a mim. Às vezes acho que sou a reencarnação de um jukebox, sem a parte brega.

Só sei que hoje eu já dormi, acordei e vou dormir de novo. O que será que estará tocando quando deitar minha cabeça no travesseiro e quantas músicas levarei para nanar?

… e a vida surpreende!

Depois de abandonado há algum tempo já, resolvi retomar esse blog. Pensei em montar um novo, mas gostei tanto dos meus (4) posts passados que resolvi continuar por aqui mesmo.

Tanta coisa aconteceu. Tantas conquistas, tantas lutas! Tantas tristezas profundas, tantas alegrias incômodas… a vida continua, e surpreende!

Daqui 2 dias e algumas horas fará exatamente um mês que conheço a razão de tantas felicidades. Depois do final de ano miserável e da primeira semana de janeiro deplorável, veio-me a luz – e na forma dessa garota que me encanta!

Tem como não chorar e não se emocionar depois de ler esse post do blog dela? Não sei pra vocês, mas para mim, por saber que sou eu de quem ela fala! Já diria Herbert Vianna, “saber amar é saber deixar alguém te amar!”

Te amo, bebê! Não existe nada impossível para nós dois juntos!