Obrigado!

Hoje eu tomei meu café-da-manhã numa pequena lanchonete ao lado do prédio na minha linda namorada trabalha. Bem aconchegante o lugar, com um atendimento bem familiar. Acabei ficando por lá mesmo para comer. E, como sempre, acabei aproveitando a ocasião para observar um pouco mais as pessoas.

Fiquei abismado! Durante os vinte e poucos minutos que permaneci no local, umas 7 pessoas passaram por lá para comprar algum saldago ou tomar um café. Dessas, só me lembro de UMA (um senhor na casa dos seus 60 anos) agradecendo à atendente por sua prestatividade.

Tomando esses dados abstratos como base, numa jornada de trabalho de 8 horas, num dia passariam 168 clientes pela lanchonete, das quais apenas 24 agradeceriam!

E há um agravante ainda! O senhor que agradeceu estava vestido de maneira bem simples, camiseta, calção e sandálias. E apesar dos “obrigado” e “disponha” discretos da atendente para com os clientes, os que nem sequer esboçaram um “valeu” foram os vestidos de terno e gravata, de sapatos lustrados e maletas de empresário. Por tal visual, teoricamente – e aqui reforço: teoricamente! – seriam estes os mais instruídos.

Aí ficam questões e mais questões para se pensar: quando perdeu-se o “obrigado” no mundo? Qual a real importância da educação hoje em dia? O “obrigado” tornou-se realmente uma obrigação? Ou deveria ele ser um dever de todos?

Enfim… dentre todas essas perguntas que eu nunca obterei resposta, tenho minha consciência tranquila por ter terminado meu café-da-manhã e ter agradecido tanto à atendente quanto à caixa da lanchonte pelo serviço delas. E você, que está lendo isso, agradeceu? Inclusive, obrigado por ter lido esse pequeno artigo!