Feliz Natal e Ano Novo from Rodrigo Faleiros

Faz tempo que eu não faço uma cartinha dessas. Tinha o costume de todo dezembro escrever um breve parecer das minhas realizações do ano que está terminando, detalhando alguns sucessos e fracassos marcantes, além de fazer um balanço do ano. Acontece que, ao fazer o balanço dos últimos anos, tive a impressão que passei pelo menos um biênio (se não um triênio) bem negativo. Contudo, sempre pensei que depois de uma longa e tenebrosa tempestade formam-se nos céus nuvens mais límpidas e um arco-íris de cores bem definidas que brilha ao sol rejuvenescido pela chuva.

2010 teve suas dificuldades. Algumas tristezas que talvez nem valham a pena comentar. No entanto, 2010 me soará sempre como o ano que varreu minhas amarguras – ao menos grande parte delas – não mais para debaixo do tapete, mas sim para um lixo reciclável, de onde poderão sair pérolas lindíssimas hoje, amanhã e em qualquer dia do futuro.

Começo citando meu aspecto mais pessoal e um dos que sempre achei mais difíceis de serem abordados com clareza, sem romantismos e/ou rancores: amor. Em janeiro, conheci uma mulher sem igual. Uma garota que parou ao meu lado num bar, sozinha e triste, e que eu, também sozinho e triste, não pude deixar de notar e ficar apaixonado por tamanha beleza. Fiquei totalmente encantado por ela. Sem exageros, quando a vi o que eu senti foi certeza. E certeza é uma raridade que, quando é sentida, é impossível de se ignorar.

Realizei alguns sonhos queridos em 2010. Tive a chance de ver dois shows inesquecíveis, sendo um deles o do meu grande ídolo, Paul McCartney. Reencontrei grandes amigos há muito perdidos por aí, eu cá e eles lá. Vi a orquestra na qual trabalho executando alguns arranjos meus e vi esses arranjos serem elogiados por muitos. Estou tendo a chance e o privilégio de produzir o CD de três grandes amigos, integrantes de uma banda da qual sou fã de carteirinha. Vi minha banda, Jennifer Magnética, subir em palcos grandes e ser elogiada por nomes maiores ainda.

Em âmbitos menores, mas que foram sucessos igualmente felizes, pude trocar meu carro, comprar um novo baixo, ver grandes séries terminando, começar a assistir outras grandes séries, ver filmes que eu deixei passar, retomar o gosto por ouvir música, tocar violão, conversar e tantas, mas tantas outras realizações…

Claro, 2010 também teve suas tristezas. Duas das cadelas de minha casa agora habitam o céu canino. Passei por grandes situações de raiva. Tomei atitudes erradas e me envergonhei delas depois. Deixei passar alguns momentos únicos por medos. Magoei pessoas muito queridas por medos. Sofri com mortes de pessoas queridas de pessoas que me são queridas. Tive que enfrentar muito de minha angústia, dores e dúvidas para tentar ser alguém melhor e ainda acho que não estou nem perto de chegar ao nível que gostaria.

Mas se faço uma retrospectiva desse ano, surpreendo-me. Dessa vez, a balança pende para o lado positivo. E pende de tal maneira que o pouco peso do lado negativo em nada influencia esse maravilhoso desequilíbrio.

Acho que esse foi um bom ano para compartilhar. Contar boas histórias, enviar bons pensamentos, energias que fluem e nos fazem fluir melhor. E quem melhor para dividir esse tão perfeito agora que vocês, meus caros amigos?


2010 não acaba sem agradecimentos. Vamos a eles:

A primeira pessoa que deve receber meus “muitos obrigados” é a minha doce, amada e única, Mari Armôa. A mulher que me encantou com seu primeiro olhar e me derreteu com sua primeira fala. Muitíssimo obrigado, meu amor! Você é minha maior felicidade! Te amo!

Em seguida, meu pai, Emilio, minha mãe, Creuza, e meus irmãos, Fernando e Ricardo. Valeu mesmo por tudo! Não há melhor família nesse mundo e sei que a maior parte de mim quem formou foram vocês. Muito obrigado!

Alguns amigos muito especiais: a irmã que eu não tive, Gisele; o Rambo do cerrado, Criz; meu amigo nerd de infância, David; meu maninho sem cabelo, Marcelo “Kaneta”; a baixinha porreta do mercado underground de Olinda, Polly; minha amiga “queijo com mel e banana”, Genét; e ao maluco que cresceu comigo, Guilherme. Valeu, moçada! Tivemos muito ou pouco contato esse ano, mas em nenhum momento vocês saíram daqui do meu coração!

Meus novos familiares, Seu Mauro, D. Julieta, Márcio, Mirella, Malu, Marcelo, Maria Alice, Rebecca, Maurício, Cristiane, Juju, Amanda e Rafael; às velhas e amadas cunhadas Bianca e Camila; e a minha sobrinha linda que encanta todo mundo, Pietra. Vocês são demais! Ninguém melhor pra completar a família!

A Zefa, que faz toda a diferença aqui em casa!

Meus companheiros de banda, Jean e Diogo, e suas mulheres, Marisa e Valéria. 2010 foi demais! Jennifer Magnética na cabeça de todo mundo! E que 2011 venha com mais sucessos ainda!

Convidados especialíssimos e equipe impecável do novo CD da Jennifer Magnética, Alex “Fralda” Cavalieri, Marquinhos Yallouz, Sandro Moreno, Adriel Santos, Adriano Magoo e Guilherme Cruz, na área musical; Hélton Perez, Caio Nantes, Lauro “Klunc” e Maíra Espíndola, na área visual; e todo o povo que vive ou sobrevive na região da antiga rodoviária de Campo Grande, na área histórica. Sem vocês O Verdadeiro Underground não existiria! Valeu mesmo!

Os amigos da banda Gobstopper, Elizeu, Marcel e Leco, com quem estou tendo o prazer de trabalhar junto agora. Valeu pelas conversas, cervejas, risadas, abraços e canções tocantes!

Todo o pessoal da Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande e seu maestro, Eduardo Martinelli, pelo belíssimo trabalho que realizamos esse ano.

O povo do Coletivo Bigorna; as bandas Dimitri Pellz, Idis, O Bando do Velho Jack, Inimitáveis, Haiwanna, Tocaia, Os Corleones, Midnight Purple, Filho dos Livres e os integrantes de todas elas; e aos artistas Jerry Espíndola, Márcio de Camillo, Evelyn Lechuga, Melissa Azevedo, Rodrigo Teixeira e Wander Wildner. Muito obrigado pelo trabalho excepcional esse ano!

Meus alunos queridos todos, os que estão comigo, os que seguirão seu rumo em 2011 e os que apareceram um 2010 e já estão em outra. Boa sorte nas empreitadas de vocês!

Minha caríssima e tão sagaz psicóloga, Dra. Cláudia Szukala. Valeu pelo ouvido paciente e pelos discretos e eficazes petelecos!

Novos e antigos amigos que, em maior ou menor grau, estiveram em minha vida nesse ano: Paulo de Tarso, Leca, Rebéca, Keizy, Gra, Paulo Vítor, Chris, Victor, Irina, Evellyn, Roberta, Sensei Luciano, Adriano, Bruno Damus, Tathy, Carolzinha, Edgar, Rafael, Ariani, Batata, Xandão, JP Bernal, D. Marilza, Edineide Dias, Eloy, Gabi Dias, Gilson Espíndola, Guarany, Rauni, João Eugênio e família, Jonas e Denis Feliz, Juci Ibanez, Júlio César, Masoka, Paulinho, Camila… e tantos outros que eu tenho certeza que eu tou esquecendo! É muita gente! Valeu mesmo, povão!

As quatro cadelas lindas dessa casa, Fara e Bru que se foram, Farofa e Tigresa que estão aqui. Vocês são fofas demais!

Walter White, Hugo Reyes, Benjamin Linus, John Locke, William Adama, Gregory House, Lisa Cuddy, James Wilson, Walter e Peter Bishop, Edward e Alphonse Elric, Coronel Mustang, Shinji Ikari, Misato Katsuragi, Nana e Nana, Harry Potter, Professor Severus Snape, Rorschach, Gandalf e tantos outros personagens inesquecíveis que muito me fizeram sorrir, chorar, gritar de raiva e de emoção.

E, por último, a Deus ou como quer que você o chame. Muitíssimo obrigado pela vida, pelas cores, odores, sentimentos e tudo mais que eu tenho a chance de desfrutar nesse período do universo vivendo nesse planetinha ainda tão lindo chamado Terra.

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