Imortais?

Enquanto preparava um tereré para me acompanhar nessa tarde de quinta-feira, pensei na minha atual condição e veio-me a seguinte frase:

“Ó, sofrimento de uma sonolência infindável…”

A pseudo-poesia da oração acima remeteu-me à tirinha do Dr. Gregório Barata, criação do genial casseta Reinaldo (que pode ser lida, apreciada e admirada clicando aqui – e podem clicar, não é vírus nem foto da Dilma pelada não!). E citando o célebre personagem almejante a escritor, comecei a me perguntar: por que raios os membros da Academia Brasileira de Letras se auto-denominam “Imortais”?

OK, eu poderia fazer uma pesquisa, mas isso acabaria com a graça de deixar minha fértil imaginação chegar às nuvens. Será que o fundador da ABL foi Connor MacLeod? Ou teria sido o Super Mario com a estrelinha? De qualquer maneira, o foco desviou-se e logo surgiu meu lado rabugento pensando: “Pô, que presunção do caralho! É quase como se eles estivessem afirmando que nunca serão esquecidos, quaisquer um, só por terem sidos membros da ABL”.

E aí me perguntei – ignorâncias minhas à parte e tirando o Paulo Coelho – “quem raios são os Imortais da ABL hoje? Se eu não sei nem os de hoje, que dirá os de ontem!”. Mas minha mente cruel não perdura e meu lado realista me fez ver a inveja embutida nesses pensamentos. Caramba! Dane-se a presunção deles! Se eu fosse um pouco mais presunçoso comigo mesmo, estaria agora trabalhando, acreditando no que faço e em vias de me tornar, de certa maneira, imortal também.

Mega Man X3 – Toxic Seahorse

Sempre gostei de música de videogame e de ver o pessoal tocando essas músicas no YouTube. Então pensei comigo, “por que não eu?”. Então segue aí o primeiro de provavelmente muitos desse tipo. “Wastewater Dam”, tema do Toxic Seahorse, de Mega Man X3.

A música original:

Minha versão toda gravada no meu quarto:

Acho incrível

Acho incrível como eu perco tempo, sono e diversão.

Incrível como eu ligo o computador, passeio entre Facebook, Twitter, e-mail, MSN, GTalk, Skype, e de novo Facebook, Twitter, e-mail… e passam-se 15, 20, 40 minutos… 1 hora e tantos e ainda não fiz nada que preze dizer!

Incrível como eu tou morrendo de sono, mas fico horas nesse computador fazendo nada como descrito acima, depois fico morrendo de sono o resto do dia.

Incrível como fico gastando tempo fazendo nada no computador e me sentindo um lixo depois por não ter feito nada quando eu poderia simplesmente conectar minha placa de som e ficar testando os enes plugins de áudio para futuras gravações ou compondo ou arranjando novas peças para a orquestra no Sibelius.

Incrível que agora mesmo são 23:38 de domingo e eu tenho que trabalhar amanhã às 8:00, mas estou aqui, digitando esse texto e fazendo nada.

Como eu gosto de dizer às vezes: “êêêêêê, loiro burro!”