Imortais?

Enquanto preparava um tereré para me acompanhar nessa tarde de quinta-feira, pensei na minha atual condição e veio-me a seguinte frase:

“Ó, sofrimento de uma sonolência infindável…”

A pseudo-poesia da oração acima remeteu-me à tirinha do Dr. Gregório Barata, criação do genial casseta Reinaldo (que pode ser lida, apreciada e admirada clicando aqui – e podem clicar, não é vírus nem foto da Dilma pelada não!). E citando o célebre personagem almejante a escritor, comecei a me perguntar: por que raios os membros da Academia Brasileira de Letras se auto-denominam “Imortais”?

OK, eu poderia fazer uma pesquisa, mas isso acabaria com a graça de deixar minha fértil imaginação chegar às nuvens. Será que o fundador da ABL foi Connor MacLeod? Ou teria sido o Super Mario com a estrelinha? De qualquer maneira, o foco desviou-se e logo surgiu meu lado rabugento pensando: “Pô, que presunção do caralho! É quase como se eles estivessem afirmando que nunca serão esquecidos, quaisquer um, só por terem sidos membros da ABL”.

E aí me perguntei – ignorâncias minhas à parte e tirando o Paulo Coelho – “quem raios são os Imortais da ABL hoje? Se eu não sei nem os de hoje, que dirá os de ontem!”. Mas minha mente cruel não perdura e meu lado realista me fez ver a inveja embutida nesses pensamentos. Caramba! Dane-se a presunção deles! Se eu fosse um pouco mais presunçoso comigo mesmo, estaria agora trabalhando, acreditando no que faço e em vias de me tornar, de certa maneira, imortal também.

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