Vegetarianismo e idealismos

Hoje meu quieto e abandonado blog tem motivos para abrir a boca. Não sei se são bons motivos, mas se tanta gente já abre a boca assim, com essa incerteza, por que não esse wordpress?

Há pouco mais de uma semana minha banda fez uma viagem para Uberlândia, terra magnífica no maravilhoso estado de Minas Gerais (se me perguntassem hoje “pra onde você mudaria tendo todo o suporte para viver, como emprego, casa, etc?”, eu diria Minas Gerais, com certeza!).

O lance todo é que em toda longa estrada, nós três, o trio que forma a Jennifer Magnética, conversamos bastante. E, como ultimamente tem sido esse um assunto inevitável, conversamos sobre alimentação, uma vez que nosso baterista Diogo é vegetariano. Ou melhor, desde uma semana antes dessa viagem, ele é Vegan. Quase uma cópia perfeita do He-Man. Isso quer dizer que ele não se alimenta de nada que teve ou que veio de algo que teve mãe.

Posteriormente (e bote pelo menos 1 semana de posteriormente nisso), em meus devaneios de banheiro, comecei a pensar: “porra, mas não faz mal tirar leite da vaca. Nem mata uma galinha botar um ovo. Isso não faz mal pro bicho, então por que negar-se a tal?”. Pensei na hora também na questão de saúde, que se ele acredita que se isso é melhor pra dele, perfeito! Mas como todo leonino curioso e ávido por um debate, não pude deixar de questioná-lo a respeito. Quando perguntei “por que não tomar leite? Isso não faz mal pra vaca!”, ele me respondeu: “É? Você que pensa. Aquelas fazendas de leite industrial, que ficam 24 horas por dia tirando leite do bicho… em 4 anos o bicho não presta pra nada e sai dali direto pro matadouro.” E isso me fez pensar. Realmente, é uma puta duma sacanagem! Aí me lembrei na hora das viagens estrada afora com meus pais, plena noite, e de ao longe avistarmos uma granja em pleno funcionamento. As palavras de meu pai ecoaram no mesmo instante em minha lembrança: “a maior sacanagem do homem, fazendo as galinhas pensarem que é dia e botarem ovos o dia inteiro. Não tem bicho que aguenta!”

E é verdade. É muita sacangem! Não serei hipócrita ao ponto de levantar bandeiras contra essas práticas, pois eu como carne, ovos, tomo leite, sei que eu gosto disso e não vou parar. Mas realmente, é o extremo da sacanagem. E outro pior: sei que agora assumo o perigoso posto de consumidor passivo de crueldades alheias. Não que eu não soubesse antes, mas é fácil fechar os olhos, não?

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