Ah, esses temas, tão inesquecíveis…

Com o passar dos dias tenho ganhado um gosto cada vez maior e mais refinado para música erudita. Sempre gostei, mas atualmente tenho buscado conhecer mais, ouvir mais, estudar esta tão consagrada forma musical tão distinta e tão distante do nosso cotidiano. Tenho ouvido elementos em música que jamais pensei que pudessem ser tão profundos – e olhem que eu nem estou me aprofundando tanto assim ainda! Mas, ao invés de blabear como geralmente faço, vou dar-lhes exemplos.

A começar pelo período barroco da história da música, no qual os compositores muito pensavam e pouco deixavam transparecer de seus sentimentos. Ainda assim, J.S.Bach conseguiu transmitir uma sensação sem igual de adoração religiosa e elevação espiritual em seu Jesus Alegria dos Homens.

Tal adoração, tal elevação espiritual, talvez tenha sido alcançada somente por seu contemporâneo Haendel, no coro Hallelujah de seu oratório O Messias.

Já no período clássico, surge a genialidade de W.A. Mozart com seus incontáveis temas, sempre tão belos, incisivos e, por muitas vezes, jocosos. Deste último adjetivo, vem à minha mente o último movimento de sua sonata no. 11 para piano, o Rondó Alla Turca:

No entanto, Mozart também tinha sua profundidade, bem exposta na sua (talvez) mais famosa obra, a Sinfonia no. 40 em sol menor.

E do mesmo período clássico de Mozart, porém atravessando de eras até o romantismo, surge outra figura lendária. Ludwig van Beethoven, autor de obras conhecidas até mesmo de nome, como a Sonata ao Luar, Para Elise, entre outras, é quem captou do universo a melodia eterna de sua 9ª sinfonia, em especial o trecho conhecido por Ode à Alegria:

E do romantismo e afora surgem N figuras memoráveis. A começar, Richard Strauss com a música que foi tema do filme “2001: Uma Odisséia Espacial”, Assim Falou Zarathustra:

Logo depois, um de meus compositores favoritos, Piotr Ilich Tchaikovsky, grande compositor de valsas, ballets, entre outras peças, das quais citarei apenas a cena de abertura de O Lago Dos Cisnes. Pensem, numa grandeza reprimida, gritando por sua liberdade… digam se não é isso que a música passa:

Tem também Antonín Dvorák (faltou um símbolo em cima do R que meu teclado é incapaz de reproduzir), compositor dessa preciosidade que me tirou lágrimas a primeira vez que ouvi: Sinfonia no. 9, “Novo Mundo”, segundo movimento.

Depois desse Dvorák, eu não consigo continuar. É emoção demais! Mas podem ter certeza que continuarei depois. Aguardem novos posts!

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