A ressurreição constante dessa espaçonave

Eu sei que sou um tanto inconstante no meu blog. Vira e mexe penso em zerar isso aqui e transformar numa fonte de referências aos meus trabalhos, como um portfólio. Mas por conta de uma feliz ligação que recebi há pouco, entrei aqui depois de longa data para reler um dos meus posts e, felizmente, não parei nesse. Fico feliz de ver quanta coisa legal eu já publiquei aqui e como esse lugar é um reflexo puro de meus pensamentos como eles vêm. Taí, isso aqui não vai morrer não.

Mas agora me deem licença que eu preciso trabalhar. Até mais, pessoal!

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Ah, esses temas, tão inesquecíveis…

Com o passar dos dias tenho ganhado um gosto cada vez maior e mais refinado para música erudita. Sempre gostei, mas atualmente tenho buscado conhecer mais, ouvir mais, estudar esta tão consagrada forma musical tão distinta e tão distante do nosso cotidiano. Tenho ouvido elementos em música que jamais pensei que pudessem ser tão profundos – e olhem que eu nem estou me aprofundando tanto assim ainda! Mas, ao invés de blabear como geralmente faço, vou dar-lhes exemplos.

A começar pelo período barroco da história da música, no qual os compositores muito pensavam e pouco deixavam transparecer de seus sentimentos. Ainda assim, J.S.Bach conseguiu transmitir uma sensação sem igual de adoração religiosa e elevação espiritual em seu Jesus Alegria dos Homens.

Tal adoração, tal elevação espiritual, talvez tenha sido alcançada somente por seu contemporâneo Haendel, no coro Hallelujah de seu oratório O Messias.

Já no período clássico, surge a genialidade de W.A. Mozart com seus incontáveis temas, sempre tão belos, incisivos e, por muitas vezes, jocosos. Deste último adjetivo, vem à minha mente o último movimento de sua sonata no. 11 para piano, o Rondó Alla Turca:

No entanto, Mozart também tinha sua profundidade, bem exposta na sua (talvez) mais famosa obra, a Sinfonia no. 40 em sol menor.

E do mesmo período clássico de Mozart, porém atravessando de eras até o romantismo, surge outra figura lendária. Ludwig van Beethoven, autor de obras conhecidas até mesmo de nome, como a Sonata ao Luar, Para Elise, entre outras, é quem captou do universo a melodia eterna de sua 9ª sinfonia, em especial o trecho conhecido por Ode à Alegria:

E do romantismo e afora surgem N figuras memoráveis. A começar, Richard Strauss com a música que foi tema do filme “2001: Uma Odisséia Espacial”, Assim Falou Zarathustra:

Logo depois, um de meus compositores favoritos, Piotr Ilich Tchaikovsky, grande compositor de valsas, ballets, entre outras peças, das quais citarei apenas a cena de abertura de O Lago Dos Cisnes. Pensem, numa grandeza reprimida, gritando por sua liberdade… digam se não é isso que a música passa:

Tem também Antonín Dvorák (faltou um símbolo em cima do R que meu teclado é incapaz de reproduzir), compositor dessa preciosidade que me tirou lágrimas a primeira vez que ouvi: Sinfonia no. 9, “Novo Mundo”, segundo movimento.

Depois desse Dvorák, eu não consigo continuar. É emoção demais! Mas podem ter certeza que continuarei depois. Aguardem novos posts!

Vegetarianismo e idealismos

Hoje meu quieto e abandonado blog tem motivos para abrir a boca. Não sei se são bons motivos, mas se tanta gente já abre a boca assim, com essa incerteza, por que não esse wordpress?

Há pouco mais de uma semana minha banda fez uma viagem para Uberlândia, terra magnífica no maravilhoso estado de Minas Gerais (se me perguntassem hoje “pra onde você mudaria tendo todo o suporte para viver, como emprego, casa, etc?”, eu diria Minas Gerais, com certeza!).

O lance todo é que em toda longa estrada, nós três, o trio que forma a Jennifer Magnética, conversamos bastante. E, como ultimamente tem sido esse um assunto inevitável, conversamos sobre alimentação, uma vez que nosso baterista Diogo é vegetariano. Ou melhor, desde uma semana antes dessa viagem, ele é Vegan. Quase uma cópia perfeita do He-Man. Isso quer dizer que ele não se alimenta de nada que teve ou que veio de algo que teve mãe.

Posteriormente (e bote pelo menos 1 semana de posteriormente nisso), em meus devaneios de banheiro, comecei a pensar: “porra, mas não faz mal tirar leite da vaca. Nem mata uma galinha botar um ovo. Isso não faz mal pro bicho, então por que negar-se a tal?”. Pensei na hora também na questão de saúde, que se ele acredita que se isso é melhor pra dele, perfeito! Mas como todo leonino curioso e ávido por um debate, não pude deixar de questioná-lo a respeito. Quando perguntei “por que não tomar leite? Isso não faz mal pra vaca!”, ele me respondeu: “É? Você que pensa. Aquelas fazendas de leite industrial, que ficam 24 horas por dia tirando leite do bicho… em 4 anos o bicho não presta pra nada e sai dali direto pro matadouro.” E isso me fez pensar. Realmente, é uma puta duma sacanagem! Aí me lembrei na hora das viagens estrada afora com meus pais, plena noite, e de ao longe avistarmos uma granja em pleno funcionamento. As palavras de meu pai ecoaram no mesmo instante em minha lembrança: “a maior sacanagem do homem, fazendo as galinhas pensarem que é dia e botarem ovos o dia inteiro. Não tem bicho que aguenta!”

E é verdade. É muita sacangem! Não serei hipócrita ao ponto de levantar bandeiras contra essas práticas, pois eu como carne, ovos, tomo leite, sei que eu gosto disso e não vou parar. Mas realmente, é o extremo da sacanagem. E outro pior: sei que agora assumo o perigoso posto de consumidor passivo de crueldades alheias. Não que eu não soubesse antes, mas é fácil fechar os olhos, não?

Semana e coisas a fazer

Nessa semana útil, de 11 a 15 de julho de 2011, tenho as seguintes coisas a fazer:

  • Preparar o arranjo de cordas de 5 partes de uma peça para orquestra
  • Terminar a trilha para inscrever no Game Music Brasil
  • Marcar um dermatologista para mim e uma oftalmologista para a Mari
  • Cobrar as questões de casa que estão enroladas
  • Divulgar um monte a turnê da Jennifer Magnética em SP
    • Entrar em contato com jornais, TV, mídias de internet, etc, para tanto;
  • Caminhar e/ou correr pelo menos 30 minutos por dia
  • Botar as músicas dos Gobstoppers no click para finalizar as guias
    • Instalar o Pro Tools, para tanto.

Vamos ver quantas delas eu realmente terei feito/concluído até sexta?

(Eu não apostaria em mim. Talvez só agora depois de publicar meus pensamentos abertamente.)

Imortais?

Enquanto preparava um tereré para me acompanhar nessa tarde de quinta-feira, pensei na minha atual condição e veio-me a seguinte frase:

“Ó, sofrimento de uma sonolência infindável…”

A pseudo-poesia da oração acima remeteu-me à tirinha do Dr. Gregório Barata, criação do genial casseta Reinaldo (que pode ser lida, apreciada e admirada clicando aqui – e podem clicar, não é vírus nem foto da Dilma pelada não!). E citando o célebre personagem almejante a escritor, comecei a me perguntar: por que raios os membros da Academia Brasileira de Letras se auto-denominam “Imortais”?

OK, eu poderia fazer uma pesquisa, mas isso acabaria com a graça de deixar minha fértil imaginação chegar às nuvens. Será que o fundador da ABL foi Connor MacLeod? Ou teria sido o Super Mario com a estrelinha? De qualquer maneira, o foco desviou-se e logo surgiu meu lado rabugento pensando: “Pô, que presunção do caralho! É quase como se eles estivessem afirmando que nunca serão esquecidos, quaisquer um, só por terem sidos membros da ABL”.

E aí me perguntei – ignorâncias minhas à parte e tirando o Paulo Coelho – “quem raios são os Imortais da ABL hoje? Se eu não sei nem os de hoje, que dirá os de ontem!”. Mas minha mente cruel não perdura e meu lado realista me fez ver a inveja embutida nesses pensamentos. Caramba! Dane-se a presunção deles! Se eu fosse um pouco mais presunçoso comigo mesmo, estaria agora trabalhando, acreditando no que faço e em vias de me tornar, de certa maneira, imortal também.

Mega Man X3 – Toxic Seahorse

Sempre gostei de música de videogame e de ver o pessoal tocando essas músicas no YouTube. Então pensei comigo, “por que não eu?”. Então segue aí o primeiro de provavelmente muitos desse tipo. “Wastewater Dam”, tema do Toxic Seahorse, de Mega Man X3.

A música original:

Minha versão toda gravada no meu quarto:

Acho incrível

Acho incrível como eu perco tempo, sono e diversão.

Incrível como eu ligo o computador, passeio entre Facebook, Twitter, e-mail, MSN, GTalk, Skype, e de novo Facebook, Twitter, e-mail… e passam-se 15, 20, 40 minutos… 1 hora e tantos e ainda não fiz nada que preze dizer!

Incrível como eu tou morrendo de sono, mas fico horas nesse computador fazendo nada como descrito acima, depois fico morrendo de sono o resto do dia.

Incrível como fico gastando tempo fazendo nada no computador e me sentindo um lixo depois por não ter feito nada quando eu poderia simplesmente conectar minha placa de som e ficar testando os enes plugins de áudio para futuras gravações ou compondo ou arranjando novas peças para a orquestra no Sibelius.

Incrível que agora mesmo são 23:38 de domingo e eu tenho que trabalhar amanhã às 8:00, mas estou aqui, digitando esse texto e fazendo nada.

Como eu gosto de dizer às vezes: “êêêêêê, loiro burro!”