Agredecimentos da minha monografia

Em idos de 2006, formei-me em Música pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Foram 4 anos de ótimas experiências, trabalhos e estudos. E, como toda graduação, eis que essa me exigiu um tão temido TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. Agora, quase 7 anos depois, volto à área acadêmica, participando de um grupo de pesquisa. Resolvi tirar minha velha monografia da estante e relê-la, para voltar ao meu pensamento de outrora. Eis que me deparo com os agradecimentos da mesma, que 7 anos depois, com o tanto de coisa que mudou, o texto continua transmitindo meus sentimentos mais profundos daquela época. Por esse motivo, resolvi compartilhá-lo com vocês, caros leitores.

Sem mais delongas, vamos à ele!

Agradecimentos (originalmente publicado na monografia “A trilha sonora como elemento de educação musical”, de minha autoria, em 2006)

Tal qual a sábia folha orvalhada num deserto, que resiste ao sequioso dia seguinte graças às gotículas que dissimula de sedentos predadores a fim de prover a própria sobrevivência, eis que me encontro hoje, desafio vencido, graças a grandes gotículas presentes durante todo o período de estiagem que qualquer acadêmico enfrenta no derradeiro ano de sua graduação. Algumas dessas pessoas e entes que sempre me apoiaram e souberam resolver minhas dominantes com quartas e sétimas nas tônicas com terças e oitavas, respectivamente, estão logo subscritos. Não por ordem de relevância, mas sim pela ordem que minha humana memória apregoou.

Grande amor, minha caríssima e amada Irina, companheira de todas as horas, momentos, felicidades e pesares. Te amo, agora e sempre!

Grandes pais, Emilio e Creuza, pois a cada segundo que passa percebo mais uma faceta de seus elevados espíritos que os tornaram esses pais maravilhosos. Grandes irmãos, Fernando e Ricardo, e suas respectivas esposa e namorada, Bianca e Carol, pela compreensão e almoço regados a gargalhadas. Grandes amigos, tais quais Keizy, Gisele, Jackson, Evellyn, André, Márcio, Guilherme, Kaneta, Lette, entre vários outros deles, por cada sorriso e palavra trocada até agora em nossas vidas. Grandes companheiros de batalha, membros de uma outra família chamada Tomada Acústica, Jean, Diogo e Dricka – esse é o nosso ano, e nós vamos atrás dele! Grandes mestres, Marcelo, Manoel, Nilcéia, Júlio, Rafael, Eduardo e outros tantos – vós fostes os responsáveis por soltarem tão insano ser em seu próprio campo de trabalho.

Grandes emoções, ainda que mais simplórias que as anteriores, através de pessoas perdidas numa grande e misteriosa ilha, que ao me tensionarem, também me relaxaram.

Grande criador, que não depende de cores, crenças, regras ou instituições para existir: Deus, seja lá como for chamado onde possuir outro nome, por dar cores, nomes e vidas a tudo e a todos.

E, é claro, a Grande inspiradora, razão de hoje estar eu aqui, a música. Pregaste-me uma peça, fazendo-me gostar de ti tão tarde. Mas não te nego nunca mais!

Inveja

Era mulher, afro-descendente (mas não se importava de lhe chamarem de negra ou preta), míope, de QI mediano, passando da meia idade. Também não era bonita e tinha um nome exótico, para não dizer estapafúrdio. Era lésbica e tinha uma namorada tão estranha quanto ela. Tinha um péssimo gosto para roupas e raramente combinava blusa com calças, meias com sapatos ou casaco com acessórios. Aliás, não passava suas roupas. Era comum vê-la vez em sempre com a marca dos pregadores nas bordas das camisetas. Era pobre e tinha um subemprego, no qual um subgerente fazia seu inferno. Geralmente, ninguém a via com bons olhos. Sequer davam muita chance para suas ideias ou trela para suas conversas.
Era uma vida dura, lascada e cruel. Mas com certeza, seu maior pecado era ser feliz.

Postado originalmente pelo Facebook no dia 2 de maio de 2013. Link para o post original – https://www.facebook.com/rodfaleiros/posts/522411741149186

Life goes on

Illuminatis, governo oculto, EUA, Matrix… sempre há uma teoria da conspiração de que existe um Dr. Wily (ou um grupo muito grande deles) por aí pronto pra dominar o mundo. E aí eu me pergunto: pra quê perder o sono por isso?

Já conheci algumas pessoas que perdiam o sono por isso. Ou perdem. Enfim, nada contra! Se é a crença e um grande motivo da vida da pessoa, ótimo, seja feliz assim! Mas sinceramente… e se nunca acontecer nada? E se eu passasse minha vida inteira buscando impedir esses “Cérebros” de dominarem o planeta e isso nunca acontecesse? A vida aqui existe, e sempre existiu, desde as primeiras bactérias, microorganismos e trilobitas, não?

Bom… pode ser que um dia apareça um Palpatine e domine tudo. Mesmo assim, não existia vida em Tatooine ou nos planetas do Império? Se a pessoa quer ser o Luke, ótimo, vá! Se o destino se encarregar de me transformar no Luke, maravilha! Mas enquanto isso não acontece – e por isso eu digo a dominação mundial pelas forças do mal ou o destino me levando a salvar o universo, ou qualquer outra coisa nesse sentido – não vou perder noites de sono pensando que eu deveria ser mais como o He-Man e menos como o Ferris Bueller. Afinal, esse último não se tornou um mártir pela humanidade, mas sempre me pareceu mais feliz que todos os outros.

Materiais das aulas de Três Lagoas

Hello, povo! Como estão?

Demorei, mas tá aí! Pra quem quiser ver um pouco do que eu fiz no festival Cidade das Águas em Três Lagoas, disponibilizo minhas apostilas para download. Basta clicar nos links abaixo para baixar os arquivos em formato PDF:

Apostila Teoria Musical – Três Lagoas

Sibelius 7 – Atalhos de referência

Espero que lhes seja útil! Até a próxima!

Três Lagoas!

Depois de mais uma longa estiagem nesse blog, volto com notícias diretamente da divisa dos estados de MS e SP. Estou agora em Três Lagoas (ainda MS), participando ativamente do Festival de Inverno Cidade das Águas de Música Erudita. Cá estou ministrando dois cursos oficialmente – teoria musical e Sibelius 7 (um sófiti-uér de edição de partituras) – e um extra-oficialmente – prática de orquestra. Inclusive, daqui 50 minutos estarei começando esse último.

Estou aqui desde as 23h do sábado passado e amanhã o festival se encerra. Era pra eu ter escrito algo aqui muito antes, até porque concentrarei aqui o material que estou utilizando nesses cursos, mas o tempo só deixou agora.

Acompanhem para ver novidades por essas bandas!

Desabafo de um gamer 8-bits

Os que me conhecem, sabem da fase que estou passando. Duas bandas, uma orquestra, uma produção de CD, uma pré-produção, shows durante o mês, aulas, samplers, loops, freelas… enfim, uma torrente gigante de trabalhos que faz meu expediente seguir ininterruptamente das 8h até, muitas vezes, além da meia-noite. Não estou me queixando – muito pelo contrário, eu adoro isso! -, mas realmente ando sem tempo de acompanhar minhas séries, ler meus livros, estudar o quanto queria ou jogar videogame. E exatamente por conta disso, quando me vi hoje com um tempinho livre depois de 3 semanas seguidas de puro workaholicism, não tive dúvidas do que fazer. Liguei o computador. Ao invés de abrir o Ableton, o Pro Tools ou o Sibelius, abri o JNes, meu emulador de NES favorito. Depois, escolhi o jogo: Ninja Gaiden 3. Putz! Foi hora de matar saudades de um dos jogos mais divertidos e difíceis que tive o prazer de jogar – e cheguei a jogá-lo no videogame de verdade na época. Mas o interessante foi o que houve depois.

Enquanto jogava, percebi o real nível de dificuldade do jogo. 3 vidas (iniciais), uma barra de energia pequena, um tempo de 250 segundos por fase (que transcorrem na relação de uns 3 segundos do jogo para cada segundo real), sendo que cada fase tem umas 5, 6 telas, cada uma delas apinhada de inimigos, dos lentos aos rápidos, dos fracos aos fortes, dos que só tem ataques corporais aos que atiram… e tudo isso sendo enfrentado por seu personagem, Ryu Hayabusa, ninja descendente do Clã dos Dragões, mas que no jogo só conta com sua espada de curtíssimo alcance e uns poderes que requerem uma espécie de “mana” de ativação (mana esse que você começa com apenas 40 pontos e que, dependendo do poder, uma ativação pode consumir uns 20 pontos de uma vez!). Em suma, um jogo DIFÍCIL, fazendo jus a todas as letras maiúsculas. Jogando isso, pensei: “Como eu conseguia jogar isso quando tinha 12 anos, no videogame, sem save states que me permitem voltar em qualquer ponto do jogo a qualquer instante, e ainda por cima ZERAR nessas condições?”

Essa é a grande graça e diferença principal dos videogames antigos para os novos. Hoje em dia nada mais é feito para a possibilidade de perder. Eu joguei recentemente (e com muitos anos de atraso já) o Final Fantasy XII, do PS2. O jogo é lindo (e me disseram que o XIII é ainda mais!), mas sinceramente, é impossível perder naquele jogo. Durante toda a minha rota no RPG, que se estendeu por mais de 130 horas de jogo, acho que vi a tela de Game Over só uma vez e sofri mesmo com dois ou três combates. De resto, foi tudo muito fácil. Tão fácil que eu me peguei diversas vezes bocejando de tédio no meio do jogo. Totalmente o contrário de mim hoje jogando meu bom e velho nintendinho. Eu xingava o jogo, perdia vidas e vidas, não acertava o maldito golpe… mas me diverti como há muito não me divertia!

Pôxa, perder faz parte da vida! E ver essa possibilidade batendo bem ali, a cada porta atravessada, a cada adversário enfrentado, gera uma descarga de adrenalina inigualável. Não fosse por isso, o jogo não teria 3/4 da diversão que tem. Fato esse que é justamente o mal que acomete a maioria esmagadora dos jogos atuais. Essa impossibilidade de perder nos jogos atuais é, além de triste, entediante e reflete nada mais, nada menos que a realidade de nossa sociedade superprotetora na qual o filho da família mora no apartamento perfeito, com acesso à internet 24 horas por dia para ele se sentir ligado ao mundo, mas sem poder sair para o mundo real que existe além da porta. De que adianta ter o gráfico perfeito, a trilha perfeita, o ambiente perfeito, a jogabilidade perfeita, se você sabe que, ao ligar o videogame, vai jogar um jogo que você vai invariavelmente ganhar? Que tipo de desafio real um jogo desse tipo pode trazer para sua vida? Pra mim, soa como “Não se preocupe. O mundo lá fora é fácil e te mostra todas as soluções, tal qual aqui. E em todo caso, você sempre pode dar um save antes”. Sinto informar, mas não tem save point aqui fora não. E, se tem, nunca ninguém achou!

Exatamente por isso que eu sou e sempre serei fã dos 8-bits. Quem nunca sofreu nas mãos de Tartarugas Ninja 2, Mega Man 1, Castlevania 3, Metroid, Paperboy, Little Nemo Dream Master e, como citado, Ninja Gaiden 3 (que aproveito para citar que esse é ainda mais fácil que seus antecessores), não sabe o prazer que é ligar um videogame e ter que suar muito para ver o tão querido The End ao invés do tão constante Game Over.

Grandes temas de vilões

Ah, o ódio! O terror! Medo, asco, repulsa… morte! Tantos sentimentos e situações que sempre buscamos distância e que poucos de nós realmente sabem lidar com eles. Mas não esses personagens. Não, pois a grande arma desses personagens é justamente saber usar essas maldições para adquirir poder e gerar aquela simultaneidade de revolta e simpatia para com eles – afinal, como não achar esses personagens fantásticos, tão cheios de si e confiantes no seu sucesso acima de todas as coisas?

Não vou ficar fazendo comentários sobre a personalidade de cada um ou criando análises psicológicas behavioristas e afins. Aqui, vou apenas ressaltar que alguns dos grandes vilões de filmes, séries e videogames estão associados a uma grande trilha sonora. Conhecendo o vilão e sua história, quem não se arrepia ouvindo alguma dessas trilhas?

1 – Darth Vader (Star Wars)

Lógico, o grande guerreiro dos Sith não poderia deixar de ser o primeiro dessa lista. Uuma trilha fantástica composta por John Williams, um dos grandes gurus musicais de Hollywood. Ouvindo a Marcha Imperial do vídeo abaixo, não tem como não dar aquela olhada pra trás pra ter certeza que Vader não está ali, pronto para lhe estrangular usando apenas a Força.

2 – Kefka (Final Fantasy VI – SNES)

Para os fãs de Final Fantasy, esse (ao lado de Sephiroth, que vem logo em seguida), é um dos maiores vilões que já apareceram. Traiçoeiro, trapaceiro, usurpador e todos os outros adjetivos nesse sentido cabem aqui para falar dele. Mais uma trilha incomparável de Nobuo Uematsu.

3 – Sephiroth (Final Fantasy VII – Playstation)

Eu não cheguei a enfrentá-lo no Final Fantasy VII (parei de jogar antes disso, confesso!), mas há um culto tão grande sobre esse vilão que ele traspassou a barreira do videogame e hoje ocupa uma posição de referência entre os grandes vilões. E convenhamos, a trilha de ajuda muito!

Em breve, mais posts sobre grandes vilões e suas trilhas!